sábado, 13 de setembro de 2008

Vida de Marujo

Capítulo I - O Início da Tempestade
Aquele dia estava mais quente que o normal nas ilhas Tentáculo. Era como se todo o calor dos mares estivesse parado por lá, e não estivesse com a menor vontade de se afastar. Varias embarcações menores estavam presas ao cais por cordas, mas nenhuma se comparava ao navio do capitão Arraeas, o Alvorecer, ancorado na praia.
O movimento no porto estava, como sempre, catastrófico e barulhento. Havia pessoas comprando, marinheiros trabalhando, piratas bebendo... Mesmo no meio do tumulto, o capitão Arraeas era visivelmente destacado, com seus quase dois metros, sua barba negra e devidamente cuidada, sua brilhante pistola e sua inconfundível luva metálica, da qual ele nunca se separava. Junto ao capitão estava um garoto com mais ou menos 15 anos. Era magro, não muito alto para sua idade e usava roupa simples. Nada muito chamativo, afinal. Mas ele estava junto do capitão do Alvorecer, o navio que diziam ser o mais resistente e poderoso existente.

– Então rapaz – começou o capitão – como acha que pode me ser útil?
– De qualquer modo – respondeu o garoto.
– Muito bem. Vá e me traga uma garrafa cheia de bebida.
– Certo – respondeu.

Aquele era Tobbias, mas preferia ser chamado de Tom. Ele havia sido pego em meio aos barris pelos comandados do capitão Arraeas e taxado como contrabandista. Agora lhe restava servir do melhor jeito possível e rezar para não ser lançado ao mar. Uma coisa que seria extremamente desagradável, principalmente em alto mar.
O maior problema era que Tom não tinha a menor idéia de como conseguir a bendita garrafa de bebida, já que estava absolutamente desprevenido de qualquer dinheiro ou objeto de valor. E também por ter 14 anos e estar completamente sujo, suado e mal arrumado. Certamente não iria conseguir nada, mas fugir não era uma opção, certamente dever uma garrafa de bebida era muito menos arriscado que se tornar um procurado por um dos piratas mais respeitados existentes nessas redondezas e provavelmente no mundo conhecido pelos homens.
De qualquer maneira, Tom foi atrás da garrafa de bebida. Estava cada vez melhor pensar em fugir. O capitão não notaria seu sumiço... Por um tempo, então depois Ele estaria enrascado e desejaria nunca ter pensado em fugir. É, pensando melhor, era melhor conseguir a garrafa.
Embalado pelos pensamento e entre fugir ou não, Tom acabou esbarrando em alguma coisa ou alguém, demorou pra perceber, mas era uma garota, mais ou menos da sua idade, morena, com olhos verdes como esmeraldas e pele estranhamente clara para aquelas redondezas. Olhou em volta, percebeu que mais pessoas haviam visto o encontrão e resolveu ajudar não sair correndo.

– Desculpa. – foi a única coisa que ele conseguiu dizer
– Não foi nada. – a resposta, pelo menos, era boa, significava que ele não estava enrascado. Mais enrascado ainda.
– Bom – ele começou – meu nome é Tom, sim pode me chamar assim. ­– Tom estendeu a mão para cumprimentar a garota, mas estava fascinado com a beleza dela. Certamente estava muito fascinado, pois se esquecera de sequer ajudá-la a se levantar. Voltando a realidade, se agachou rapidamente e a segurou pelos pulsos, puxando-a.
– Prazer, meu nome é Tom. ­– ele se apresentou novamente.
– Isabel. – a garota se apresentou e, percebendo a incrível e mal disfarçada admiração por ela, acabou ficando com o rosto corado.
– Bom, eu... – ele gesticulava com as mão, mostrando um caminho qualquer – vou por ali. Ou por lá. Não sei ao certo. De qualquer modo, sabe onde posso encontrar uma garrafa de bebida para meu amado – sua voz ficou sarcástica –senhor?
– Pode procurar no mercado. Mas não sei se levarão você a sério, Tom. –Isabel parecia extremamente confortável falando com o recém-conhecido. De fato, Tom tinha esse dom. Era praticamente impossível alguém que ele se tornasse amigo dele não se sentir confortável ao seu lado. Ele sabia disso, e se aproveitava ao máximo.
– Então, creio que vira comigo para que me levem a sério?
– Não. – a resposta foi recebida como uma bala de canhão por Tom, que logo se recompôs e voltou a falar.
– Tubo bem. Adeus, até mais. Tchauzinho.

Realmente, o encontro com Isabel havia mexido com Tom. Mas ele tinha que manter o foco: a garrafa de bebida. A bendita garrafa de bebida.
Andando pelo mercado (como Isabel havia sugerido) e encontrou um possível alvo, uma taverna lotada, onde ninguém iria notá-lo.

Pelo menos era isso que Tom tinha planejado.


Notas: Bom, esse é o primeiro conto (ou quase isso) que eu resolvo colocar na net. Espero que gostem e não, ele não foi revisado. E se alguém tiver uma idéia melhor de titulo, por favor, acode aqui.
Como sempre, criticas são bem-vindas :)

2 comentários:

  1. daiíííí´!!!!

    Se inspirou no meu romance.....

    Está ficando bem legal.... Gostei muito.....

    Logo logo eu posto lá no meu de novo.... evou reativar o Diário de um escudeiro que tu me disseste que gostava

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  2. Hahaha! Verdade, o teu romance foi a gota d'ággua pra mim começar um XD

    Mas a principal inspiração foram os livros do Jack Sparrow que eu aabei de ler (todos os 8 em duas semanas, um recorde pessoal)

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