terça-feira, 19 de agosto de 2008

Baluria - O Mundo ao Contrário

Normalmente, quando você pensa na história de um mundo, ela começa assim: “Havia os seres de tremendo poder, que faziam qualquer coisa quando queriam. Então eles quiseram fazer um mundo onde eles podiam querer a vontade e ver o que as coisas que eles quiseram faziam, e blábláblá...”
Mas a história de Baluria é um pouco diferente.
Aqui também havia seres de tremendo poder. Na verdade havia mais ou menos uns trinta deles. E cada um tinha um nome, mas ninguém se lembra do nome de todos, só de dois: Baaarlar, o nosso deus da comida e da vida e Gareria, o nosso deus das festas e da morte. Você acha estranho o deus da morte ser o mesmo que o das festas? Pois bem, eu explico: tudo começou com uma aposta, dessas bem infantis mesmo, entre Baaarlar e Gareria. O que eles apostavam ninguém deve se lembrar, mas devia ser algo extremamente inútil. O premio para o vencedor era que seria o deus da vida e poderia morar no Palácio das Nuvens, onde é fresco e calmo, com música clássica tocando e um monte de gente pra te ajudar a fazer as coisas; enquanto o perdedor deveria ir para o Lugar (a questão é que não tem nome, por isso que se chama Lugar), onde é quente demais ou frio demais e ninguém te ajuda. E também é no Lugar onde tem mais trabalho.
O que importa é que Baaarlar ganhou e se tornou o nosso deus da comida e da vida, enquanto Gareria perdeu e acabou indo pro Lugar.

E tudo foi ficando cada vez mais bizarro.

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